Uma semana de teletrabalho no Atlântico: dá mesmo?

Cada vez mais hóspedes nos escrevem a dizer que não querem duas semanas de férias, mas uma semana a trabalhar e outra de folga. Isso funciona surpreendentemente bem por cá — desde que se saibam algumas coisas de antemão.
A diferença horária joga a vosso favor
Os Açores estão uma hora atrás do continente, durante todo o ano, porque as ilhas mudam a hora ao mesmo tempo. Na prática: quando o dia de trabalho começa às nove no continente, aqui são oito. Ganham todas as manhãs uma hora sossegada antes de a caixa de correio abrir e mesmo assim chegam a tempo da reunião do meio-dia.
Quem acaba às cinco ainda tem aqui três horas de luz pela frente. No verão chega para um mergulho e para o pôr do sol.
A parte técnica
A casa tem Wi-Fi de 100 Mbit/s — suficiente para videochamadas, mesmo com vários aparelhos ao mesmo tempo. As tomadas são as habituais em Portugal continental.
A mesa grande da cozinha é o melhor sítio para trabalhar na casa: luz natural de dois lados e espaço para dois portáteis lado a lado. Secretária propriamente dita não há — quem escreve oito horas seguidas deve contar com isso.
O que convém saber
- Trabalhar lá fora raramente resulta. No terraço há quase sempre vento e, com sol, não se vê o ecrã. Ótimo para telefonemas, difícil para trabalhar a sério.
- Pela ilha, a rede falha. Na serra, nos bordos das crateras e em alguns troços de costa o sinal desaparece. Para o que é importante, contem com a casa.
- Deixem os passeios para a tarde. De manhã o tempo é mais fiável — e a essa hora estão ao computador de qualquer maneira.
- Época baixa é época de trabalho. Em outubro e novembro a ilha está vazia, a água ainda está quente e os miradouros ficam só para vocês depois de desligarem.
Para ser franco, a parte mais difícil não é a tecnologia. É a vista da janela da cozinha quando o sol está sobre o Atlântico e a reunião acaba de entrar em prolongamento.
Vejam aqui quando a casa está livre.
Frank, Bärbel, Maren & Simon