
Há anos que passamos todas as semanas livres em São Miguel. Isto não são listas de guia turístico, mas os lugares a que nós próprios voltamos sempre — ordenados a partir da vossa porta.

A cinco minutos da casa ficam os Mosteiros, com as suas praias de lava negra e piscinas naturais — desce-se por escadas para as poças moldadas pelo oceano e, com o mar calmo, nada-se ali entre peixes.
O pôr do sol dos Mosteiros é famoso em toda a ilha: as agulhas de rocha dos Ilhéus dos Mosteiros ficam então negras contra um céu incandescente. A nossa dica: reservem à noite uma mesa num dos restaurantes de peixe à beira-mar e deixem o dia terminar ali.

O vulcão que veem do jardim: na sua caldeira ficam as famosas lagoas gémeas, a Lagoa Verde e a Lagoa Azul. O miradouro da Boca do Inferno é o clássico — de manhã cedo têm-no quase só para vocês.
Também vale a pena o trilho na crista da cratera, ou um caiaque na lagoa. De carro chegam lá acima em 15 minutos.

A lagoa mais alta da ilha, rodeada de reserva natural — nenhuma casa, nenhuma estrada na margem, só verde e água. A descida até à praia da lagoa demora uma boa meia hora e vale cada degrau.

Na Ferraria, uma nascente quente encontra o mar aberto — na maré baixa toma-se banho em água do oceano morna (escadas e cordas ajudam com as ondas). Muito perto da casa.
A Caldeira Velha, no sopé do Fogo, é um banho quente na selva: várias poças debaixo de fetos arbóreos, mais bonita de manhã, reservem online com antecedência. Mais tranquilas são as Termas das Caldeiras, perto da Ribeira Grande — e nas Furnas a terra ferve: fumarolas, banhos termais no parque Terra Nostra e o famoso cozido, cozinhado no solo vulcânico.

O solo vulcânico fértil é o que torna a ilha tão verde: sebes de hortênsias, plantações de chá (Gorreana — a fábrica de chá mais antiga da Europa, visita gratuita) e parques como a Ribeira dos Caldeirões, com as suas cascatas.
Em Ponta Delgada vale a pena visitar o Jardim Botânico António Borges — árvores gigantes, bambu e quase nenhuns turistas.

A Praia de Santa Bárbara, perto da Ribeira Grande, é a praia mais bonita da ilha — surfistas, bar de praia («Tuca Tula»), um longo areal preto. Mais familiares são a Praia dos Moinhos e a baía de Vila Franca, de onde partem barcos para o Ilhéu de Vila Franca, uma cratera perfeita para snorkeling.
Ponta Delgada tem mercado, calçada portuguesa e bons restaurantes; a Ribeira Grande é mais pequena e cheia de charme. E para um dia inteiro: a volta pelos miradouros do nordeste, com regresso pelas Furnas — a viagem de carro mais bonita da ilha.
Para onde quer que o dia vos leve — o oeste fica mesmo à porta e até ao longínquo nordeste não são precisas duas horas. À noite esperam-vos o jardim, o grelhador e o pôr do sol.
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